Odisséia solicita que o contrato, sem licitação, não seja assinado pela PMCG. Para a vereadora não é razoável excluir do processo instituições que teriam condições de cumprir as condições do contrato e privilegiar uma instituição de fora do nosso estado e do município.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Vereadora Odisséia protocola documentos no Ministério Público
A vereadora Odisséia membro da Comissão de Direitos Humanos protocolou junto com o vereador Antônio Marcos da Silva Presidente da Comissão um pedido de informações no Ministério Público Estadual sobre o Caso Meninas de Guarus que completa três anos este mês.
A vereadora protocolou também outro documento, dessa vez relativo à assinatura da criação de uma orquestra e de um coro municipal anunciados para o próximo dia 5 pela PMCG em convênio com a Sociedade Phylarmonia de Vitória no Espírito Santo.
Odisséia solicita que o contrato, sem licitação, não seja assinado pela PMCG. Para a vereadora não é razoável excluir do processo instituições que teriam condições de cumprir as condições do contrato e privilegiar uma instituição de fora do nosso estado e do município.
Odisséia solicita que o contrato, sem licitação, não seja assinado pela PMCG. Para a vereadora não é razoável excluir do processo instituições que teriam condições de cumprir as condições do contrato e privilegiar uma instituição de fora do nosso estado e do município.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
SDH quer reverter absolvição de estuprador de adolescentes
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) vai solicitar ao procurador Geral da República, Roberto Gurgel, e ao Advogado-Geral da União, Luiz Inácio Adams, que analisem medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que inocentou um homem da acusação de ter estuprado três meninas de 12 anos de idade, sob a alegação de que a presunção de violência no crime de estupro poderia ser afastada diante de algumas circunstâncias.
“Os Direitos Humanos de crianças e adolescentes jamais podem ser relativizados”, afirma a nota pública divulgada na manhã desta quinta-feira (29/03) pela ministra-chefe da SDH/PR, Maria do Rosário, lembrando que a sentença do STJ inocentou um homem da acusação de estupro de três vulneráveis, “o que, na prática, significa impunidade para um dos crimes mais graves cometidos contra a sociedade brasileira”. A ministra lembra que a decisão abre um precedente “que fragiliza pais, mães e todos aqueles que lutam para cuidar de nossas crianças e adolescentes”.
Veja a íntegra da nota pública da SDH/PR:
“Sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que inocentou um homem da acusação de ter estuprado três meninas de 12 anos de idade, sob a alegação de que a presunção de violência no crime de estupro pode ser afastada diante de algumas circunstâncias, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) informa que encaminhará solicitação ao procurador Geral da República, Roberto Gurgel, e ao Advogado-Geral da UniãoLuiz Inácio Adams, para que analisem medidas judiciais cabíveis para reversão desta decisão.
“Entendemos que os Direitos Humanos de crianças e adolescentes jamais podem ser relativizados. Com essa sentença, um homem foi inocentado da acusação de estupro de três vulneráveis, o que na prática significa impunidade para um dos crimes mais graves cometidos contra a sociedade brasileira. Esta decisão abre um precedente que fragiliza pais, mães e todos aqueles que lutam para cuidar de nossas crianças e adolescentes.
“Sobre o acórdão do TJ de São Paulo, que manteve a absolvição do acusado, com a justificativa de que as vítimas, à época dos fatos, “já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo”, consideramos inaceitável que as próprias vítimas sejam responsabilizadas pela situação de vulnerabilidade que se encontram. Confiamos que o Poder Judiciário brasileiro fará uma reflexão sobre os impactos dessa decisão e terá condições de revertê-la, garantindo os Direitos Humanos de crianças e adolescentes”.
Maria do Rosário Nunes
Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Entenda o caso:
Na última terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou a absolvição de um homem acusado de estuprar três meninas de 12 anos. Segundo a relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura, não se pode considerar crime o ato que “não viola o bem jurídico tutelado” - no caso, a liberdade sexual - porque as meninas se prostituíam na época dos supostos crimes.
Com isso, o tribunal estabeleceu jurisprudência segundo a qual a presunção de violência contra menor de 14 anos em estupro é relativa. A decisão diz respeito ao artigo 224 do Código Penal (CP), revogado em 2009. O texto vigente à época do caso julgado dizia que "presume-se a violência se a vítima não é maior de catorze anos".
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a mãe de uma das meninas afirmou em juízo que a filha deixava de frequentar as aulas para ficar na praça com as amigas e fazer programas com homens em troca de dinheiro.
"A prova trazida aos autos demonstra, fartamente, que as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado", afirmou acórdão do TJ-SP.
"Não me parece juridicamente defensável continuar preconizando a ideia da presunção absoluta em fatos como os tais se a própria natureza das coisas afasta o injusto da conduta do acusado", disse a relatora.
(Portal Terra)
Nota do Blog: Casos como esse não podem ficar impunes,a lei é clara: relação sexual de adultos com menores de 14 anos é crime de estupro.
Em Campos é preciso que o caso Meninas de Guarus não caia de vez no esquecimento.Em junho o caso completa três anos até agora só Leilson Rocha da Silva, conhecido como Alex, foi preso.
Em Campos é preciso que o caso Meninas de Guarus não caia de vez no esquecimento.Em junho o caso completa três anos até agora só Leilson Rocha da Silva, conhecido como Alex, foi preso.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Denúncia sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes em Campos chegam à Brasília
No início do ano a vereadora Odisséia mandou para o Ministério da Justica a denúncia sobre o caso conhecido como "Meninas de Guarus".
A informação sobre como andava o processo em Campos foi solicitada e enviada pela vereadora.
Recebemos os ofícios baixo informando que as informações foram entregues para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pasta da Ministra Maria do Rosário.
A informação sobre como andava o processo em Campos foi solicitada e enviada pela vereadora.
Recebemos os ofícios baixo informando que as informações foram entregues para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pasta da Ministra Maria do Rosário.
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sexta-feira, 4 de março de 2011
Não dá para fingir que não vê
Foi lançada no último dia 25 de fevereiro pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) a campanha de carnaval para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.
Poucos dias antes, a prostituição de meninas na BR 1001 em Campos foi flagrada em um telejornal. As meninas ficam às margens da rodovia onde fazem programas e consomem drogas.
A violência e o abuso sexual contra crianças e adolescentes é um assunto para o qual não se pode fechar os olhos, é preciso que não se olhe com naturalidade,especialmente, no caso da exploração sexual.
Não podemos banalizar o problema, deixando que passe despercebido ou como se não fosse um problema de todos.
A nova campanha, não por acaso lançada próximo ao período do Carnaval, tem foco nos homens. Foi utilizado o símbolo da bola para dialogar com o público masculino que ainda é predominantemente o agressor sexual mais observado, tanto no abuso sexual quanto na exploração sexual.
A questão do abuso e da exploração sexual contra crianças e adolescentes foi tema de uma audiência pública na Câmara Municipal de Campos em maio de 2010. A partir dessa audiência, foi formada uma comissão para acompanhar as investigações do caso conhecido como “As meninas de Guarus”, junto ao promotor Leandro Manhães.
No dia três de janeiro de 2011, foi enviado ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um ofício pedindo providências para que o caso fosse investigado com mais celeridade e no dia treze do mesmo mês foi enviado ao Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, pedido para a instauração de incidente de deslocamento de competência do inquérito, para que as investigações possam ser concluídas e os culpados punidos.
Estes requerimentos foram motivados pela extrema demora das investigações, já que até hoje só o aliciador foi preso.
O primeiro passo é fazer a denúncia e para isso existe o Disque 100, que agora funciona 24 h, tendo em vista que grande parte dos casos ocorre à noite. Façamos nossa parte, o problema é de todos.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Encerrada a reunião com o Promotor Leandro Manhães


O Promotor Leandro Manhães recebeu hoje às 15h a Comissão criada na Audiência Pública sobre Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes que aconteceu no dia 17 de maio na Câmara Municipal de Campos.
Estiveram presentes os seguintes representantes:
Odisséia Carvalho pela Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes
Solange Nagime Barros Coordenadora do NACA (Núcleo de Atendimento a Crianças e Adolescentes)(vinculado à APIC e FIA)
Adriana Ribeiro Gomes,Projeto Resgate (vinculado à APIC e FIA)
Eneci Paulo- Coordenador, Ronda da Escolar da Guarda Civil Municipal
Girlane Santos, Ronda Escolar
Paulo Victor Quintanilha, Ronda Escolar
Cássia Regina Melo de Souza, Comissária de Justiça
Júnia de Souza Elias, Assistente Social do CREAS
Kátia Manhães Retameiro, advogada do CREAS
Na reunião foram discutidas questões como o andamento do processo da rede de exploração sexual em Campos além da ineficiência da rede de proteção social no município.
Em relação ao caso "Meninas de Guarus" o promotor disse que o trabalho está sendo feito e que a demora se deve a apuração minunciosa dos fatos para que não apenas uma pessoa seja presa,mas a rede seja desarticulada e os responsáveis presos.
A Comissão vai se reunir para definir um Plano de Ação a ser apresentada ao prefeito para que a rede de proteção social do município funcione de fato. Outra reunião com o Promotor Leandro Manhães vai ser agendada.
Foi deliberado ainda a criação de um banco de dados único no município, relativo a vítimas e abusadores,para maior eficácia na apuração dos crimes.
Caso Meninas de Guarus: Promotor se reúne com comissão
O Promotor Leandro Manhães vai receber hoje às 15h a Comissão criada na Audiência Pública sobre Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes que aconteceu no dia 17 de maio na Câmara Municipal de Campos. A Comissão solicita informações a respeito do caso conhecido como "Meninas de Guarus".
No dia 18 de maio entreguei um ofício,solicitando que o Promotor de Justiça, Leandro Manhães, recebesse a Comissão que é composta por representantes das seguintes entidades:
FIA (Fundação para a Infância e Adolescência)
Fundação Municipal da Infância e Juventude
Vara da Infância da Juventude e Idoso
Conselhos Tutelares
Projeto Resgate
Câmara de Vereadores
Ronda escolar da Guarda Civil Municipal
A sociedade de Campos não quer que o caso caia no esquecimento e cobra a punição dos culpados e foi nesse sentido que a Comissão foi criada.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Vereadora Odisséia entrega ofício no MP sobre Caso Meninas de Guarus

Estive agora à tarde no Ministério Público onde entreguei um ofício,solicitando que o Promotor de Justiça, Leandro Manhães, receba a Comissão criada na Audiência Pública sobre Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes que aconteceu ontem na Câmara Municipal de Campos. A Comissão solicita informações a respeito do caso conhecido como "Meninas de Guarus".
A Comissão é composta por representantes das seguintes entidades:
A Comissão é composta por representantes das seguintes entidades:
FIA (Fundação para a Infância e Adolescência)
Fundação Municipal da Infância e Juventude
Vara da Infância da Juventude e Idoso
Conselhos Tutelares
Projeto Resgate
Câmara de Vereadores
Ronda escolar da Guarda Civil Municipal
A sociedade de Campos não quer que o caso caia no esquecimento e cobra a punição do culpados e foi nesse sentido que a Comissão foi criada.
Hoje 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes participei de uma vigília no Centro da cidade para marcar a data.
Dia 18 de maio, data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.
Dia 18 de maio, data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.
Audiência Pública discute integração da rede de proteção e apuração de caso de exploração sexual em Campos
Aconteceu ontem na Câmara de Vereadores de Campos a Audiência Pública para discutir a atuação da Rede de Proteção Contra o Abuso e a Exploração de Crianças e Adolescentes na Câmara de Vereadores de Campos.
Compareceram membros da sociedade civil organizada, muitos alunos de escolas públicas e de entidades assistenciais, professores, assistentes sociais, conselheiros tutelares de Campos e de cidades vizinhas como Cardoso Moreira e membros da Ronda Escolar da Guarda Civil Municipal.
Fizeram parte da mesa de discussões Denise Esteves da APIC- Projeto Resgate; Cíntia da Silva Almeida Willeman, advogada e ex-conselheira tutelar; Judith Esther dos Santos Ferreira Conselheira Tutelar; Mário Lopes, Presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude; Cássia Regina Melo de Souza, Comissária de Justiça da Vara da Infância, Juventude e do Idoso, Érica Therezinha de Almeida, professora da UFF; o pastor João Luiz Rodrigues, Coordenador do Centro de Assistência à Criança e Adolescência à Criança e ao Adolescente de São João da Barra, Bárbara Monteiro,representando o Prefeito de Macaé Riverton Mussi; a representante da FIA, Ilma Manhães e os vereadores Jorge Rangel, Ilsan Viana e Abdu Neme.
A Conselheira Tutelar Judith dos Santos Ferreira, informou que em Campos há cerca de 80 casos de abuso comprovados por ano, número que seria bem maior se todas as denúncias pudessem ser comprovadas. Cobrou ainda a integração da rede onde as demandas das crianças e adolescentes sejam atendidas de maneira satisfatória.
Foram cobradas ainda a ampliação dos programa de atendimentos para outras áreas do município pois muitas famílias da área rural têm dificuldade de se deslocar para o Centro ou Guarus e a reabertura da Clínica para Tratamento de Dependentes Químicos, já que o uso de drogas é fator agravante nos casos de abuso e exploração.
A Advogada Cíntia Freitas, ex-Conselheira Tutelar, destacou a importância da parceria entre os Conselhos Tutelares e o Conselho de Direitos das Crianças e Adolescentes e ainda a capacitação permanente dos envolvidos no atendimento à crianças e adolescentes.
A professora da Universidade Federal Fluminense, Érica Teresinha Almeida disse que o município de Campos ainda está muito aquém das demandas e que há pouca integração entre as áreas de educação,assistência social e saúde. Destacou ainda a necessidade de uma delegacia especializada que além de atender às mulheres também fosse responsável pelo atendimento de crianças e adolescentes e que isso concorre para a subnotificação de casos.
Érica destacou que a pobreza contribui para facilitar a exploração sexual,já o abuso ocorre em todas as classes sociais, em 97% dos casos o abusador é alguém que a criança conhece.
A vereadora Ilsan Viana propôs a criação de uma Comissão para apurar junto ao Promotor Público Leandro Manhães qual está sendo o encaminhamento do caso da rede de pedofilia descoberta em Campos, caso conhecido como Meninas de Guarus.
O Presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude, professor Mário Lopes, apoiou a ideia já que na sua explanação no início da audiência pública havia falado inclusive da criação de uma CPI da Pedofilia em Campos.
A proposta é que da Comissão façam parte representantes dos Conselhos Tutelares, Poder Legislativo Municipal, UFF, Vara da Infância e Adolescência, Conselho da Criança e do Adolescente, Fundação para Infância e Juventude (FIA) e Ronda Escolar.
As parlamentares indicadas para fazer parte da Comissão foram as vereadoras Odisséia Carvaho e Ilsan Viana.
Compareceram membros da sociedade civil organizada, muitos alunos de escolas públicas e de entidades assistenciais, professores, assistentes sociais, conselheiros tutelares de Campos e de cidades vizinhas como Cardoso Moreira e membros da Ronda Escolar da Guarda Civil Municipal.
Fizeram parte da mesa de discussões Denise Esteves da APIC- Projeto Resgate; Cíntia da Silva Almeida Willeman, advogada e ex-conselheira tutelar; Judith Esther dos Santos Ferreira Conselheira Tutelar; Mário Lopes, Presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude; Cássia Regina Melo de Souza, Comissária de Justiça da Vara da Infância, Juventude e do Idoso, Érica Therezinha de Almeida, professora da UFF; o pastor João Luiz Rodrigues, Coordenador do Centro de Assistência à Criança e Adolescência à Criança e ao Adolescente de São João da Barra, Bárbara Monteiro,representando o Prefeito de Macaé Riverton Mussi; a representante da FIA, Ilma Manhães e os vereadores Jorge Rangel, Ilsan Viana e Abdu Neme.
A Conselheira Tutelar Judith dos Santos Ferreira, informou que em Campos há cerca de 80 casos de abuso comprovados por ano, número que seria bem maior se todas as denúncias pudessem ser comprovadas. Cobrou ainda a integração da rede onde as demandas das crianças e adolescentes sejam atendidas de maneira satisfatória.
Foram cobradas ainda a ampliação dos programa de atendimentos para outras áreas do município pois muitas famílias da área rural têm dificuldade de se deslocar para o Centro ou Guarus e a reabertura da Clínica para Tratamento de Dependentes Químicos, já que o uso de drogas é fator agravante nos casos de abuso e exploração.
A Advogada Cíntia Freitas, ex-Conselheira Tutelar, destacou a importância da parceria entre os Conselhos Tutelares e o Conselho de Direitos das Crianças e Adolescentes e ainda a capacitação permanente dos envolvidos no atendimento à crianças e adolescentes.
A professora da Universidade Federal Fluminense, Érica Teresinha Almeida disse que o município de Campos ainda está muito aquém das demandas e que há pouca integração entre as áreas de educação,assistência social e saúde. Destacou ainda a necessidade de uma delegacia especializada que além de atender às mulheres também fosse responsável pelo atendimento de crianças e adolescentes e que isso concorre para a subnotificação de casos.
Érica destacou que a pobreza contribui para facilitar a exploração sexual,já o abuso ocorre em todas as classes sociais, em 97% dos casos o abusador é alguém que a criança conhece.
A vereadora Ilsan Viana propôs a criação de uma Comissão para apurar junto ao Promotor Público Leandro Manhães qual está sendo o encaminhamento do caso da rede de pedofilia descoberta em Campos, caso conhecido como Meninas de Guarus.
O Presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude, professor Mário Lopes, apoiou a ideia já que na sua explanação no início da audiência pública havia falado inclusive da criação de uma CPI da Pedofilia em Campos.
A proposta é que da Comissão façam parte representantes dos Conselhos Tutelares, Poder Legislativo Municipal, UFF, Vara da Infância e Adolescência, Conselho da Criança e do Adolescente, Fundação para Infância e Juventude (FIA) e Ronda Escolar.
As parlamentares indicadas para fazer parte da Comissão foram as vereadoras Odisséia Carvaho e Ilsan Viana.
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