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sábado, 19 de novembro de 2011

Vereadora Odisséia participa de encontro do bispo Dom Roberto com assentados

A vereadora Odisséia participou ontem do primeiro encontro do bispo Dom Roberto Ferrería Paz com os assentados e acampados e a Comissão da Pastoral da Terra ,na E.M.Carlos Chagas,na localidade de Jacarandá,para discutir reforma agrária e políticas públicas para assentados,acampados e agricultura familiar.



A diretora da escola Edmárcia recebeu a todos. Estiveram presentes Noêmia Magalhães assentada de São João da Barra,Cícero Guedes dos Santos-MS,Ana Maria Almeida da UFF,Marcos Pedlowski da UENF,Norma Costa do SEPE, Sandra do assentamento Josué de Castro, Érica do assentamento Sapucaia,Padre Valdo, Padre Geraldo e o Pastor Carlos William da Igreja Batista de Jacarandá.



O assentamento Zumbi dos Palmares tem 506 assentados. O bispo Dom Roberto declarou que "É a agricultura familiar que protege a biodiversidade pq está integrada com a natureza.Ela protege a vida e a integridade do Planeta.Somos cidadãos planetários."

O professor da UENF Marcos Pedlowski disse que "O que este assentamento precisa é de apoio,precisa de ajuda para o beneficiamento,estocagem e transporte para o que produzem."


Já a vereadora Odisséia destacou "Os assentados estão excluídos do fornecimento de merenda para o município mas vendem seus produtos para São João da Barra. A luta dos assentados e acampados pela terra é árdua,difícil,mas é justa.A reforma agrária é o caminho mais justo para a redistribuição de terras no país."

sábado, 17 de setembro de 2011

Deputado Anthony Garotinho envia ofício ao Ministério do Desenvolvimento Agrário tentando desqualificar Superintendente do INCRA

Solicitei ao Gabinete do Ministro do Desenvolvimento Agrário o Sr.Afonso Florense a cópia do ofício n0066/ encaminhado pelo gabinete do Deputado Federal Anthony Garotinho que solicita explicações ao Ministro sobre o "comportamento inexplicável"do Superintendente do INCRA,Sr Gustavo Noronha que teria "incitado"os assentados do ZUMBI I,II,III e IV contra a Prefeita de Campos dos Goytacazes ao colocar em pauta a discussão sobre o novo traçado da BR101.

É importante lembrar que o Movimento Sem Terra está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país. No total, são cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da organização dos trabalhadores rurais,portanto é um movimento organizado nacionalmente que luta pela terra e pela justiça social.

Seria uma desqualificação com o MST imaginarmos que os assentados pudessem ser influenciados pelo discurso de alguém.Eles debatem,discutem e se organizam ,são capazes de elaborar e executar suas ações coletivamente.

Na reunião realizada pelo Superintendente do INCRA,Sr Gustavo na sede do centro comunitário no Zumbi II, no dia 08 de setembro com cerca de duzentos assentados , entidades da sociedade civil organizada,CPT,UENF,UFF,IFF,SEPE,o vereador Papinha , a vereadora Odisséias ,as pessoas presentes tiveram democraticamente direito a palavra sendo apresentado uma pauta de reivindicações , inclusive com elogios pois estavam recebendo o superintendente pela primeira vez.

Foram realizados vários questionamentos,entre eles a preocupação dos assentados com relação ao novo contorno da BR1001 que de acordo informações poderiam cortar as terras do ZUMBI ,afetando diretamente cerca de duzentas famílias resposta fornecida pelo Sr Gustavo é a que consta no documento em anexo, encaminhada pela Autopista Fluminense. Ele solicitou aos vereadores presentes que buscassem informações junto a prefeita e  foi comunicado que o pedido de informação foi aprovado na câmara por unanimidade.

Estranhamos que no dia 16 de setembro, o Deputado Anthony Garotinho solicitou uma reunião com representantes do INCRA,ANTT,LLX ,Autopista Fluminense e assentados .Essa reunião aconteceu ás 16h no Zumbi I,não permitindo a participação de todas lideranças dos assentados,onde 90% dos presentes eram DAS , secretários,secretárias do governo e vereadores da base governista,inclusive com a utilização de carros oficiais da prefeitura,com todos indícios de reunião eleitoral extemporânea.

O Deputado de forma autoritária desqualificou os representantes do INCRA,que não estavam presentes,pois no ofício encaminhado ao MDA, não informou o horário da reunião,sendo que o Sr. Gustavo Noronha e o Sr. Luciano Brunet realizaram uma reunião com os assentados pela manhã,além de terem tentado o contato com a prefeita e com o Deputado através do representante do governo municipal o SR RICO,presente na reunião,mas foi informado que não seria possível o encontro.

Logo após a fala do companheiro Chiquinho representante do MST que apresentou um dos mapas e realizou várias indagações, solicitei a palavra ao Deputado para alguns esclarecimentos totalmente descontrolado percebeu que a reunião fugia ao seu controle,negou a fala alegando que somente ele falaria.Isso demonstra o seu total despreparo em lidar com quem se opõe as suas idéias e principalmente com os movimentos sociais organizados.
Um dos mapas apresentados

Carro a serviço da PMCG





sábado, 2 de julho de 2011

Campos de vidas “severinas”

Aconteceu em nosso município essa semana uma manifestação dos produtores de cana e usineiros em defesa da “lei da cana queimada”. A lei 5990 que determina a extinção gradual das queimadas até 2020, ou seja, mais nove anos de fuligem, doenças respiratórias, condições insalubres de trabalho para milhares de trabalhadores rurais.
É do início da década de 90 a lei Nº 2049 que já restringia em muito as queimadas, ou seja, tiveram quase vinte anos para a adaptação à nova prática de colheita. A chamada “lei da queimada” aprovada no último mês de junho é uma tentativa de adiar mais uma vez os avanços propostos há tantos anos por parte da sociedade civil organizada.
Em pleno século XXI é inadmissível que trabalhadores sejam submetidos a condições de trabalho degradantes e com risco para a vida. Vale lembrar que no ano passado uma trabalhadora rural morreu carbonizada por causa dessa técnica de colheita arcaica e perigosa.
Em 2009 Campos esteve no topo do ranking do trabalho escravo no país. Nesses casos os trabalhadores têm as carteiras de trabalho retidas, não contam com espaço adequado para alimentação e assistência médica e muitas vezes não são pagos e até pagam para trabalhar. E fica a pergunta onde estava a entidade dos canavieiros nas diversas vezes em que seus pares foram acusados de utilizar mão-de-obra em condições análogas a de escravidão? 
O discurso de defesa do emprego de milhares de famílias não se sustenta. Os trabalhadores, em geral, têm baixa escolaridade e são reféns da lógica perversa do trabalho temporário nos canaviais. Fora do período de safra vivem do seguro-desemprego (os que conseguem ter contrato registrado em carteira de trabalho), de outros benefícios sociais governamentais e dos chamados “biscates”.
A proposta do Ministério Público Federal é que se (...)crie políticas públicas contra trabalho escravo e queimadas no Norte Fluminense (...)  incentivar medidas governamentais para a mecanização da colheita como forma de combater as queimadas da cana-de-açúcar e erradicar o trabalho em condições análogas à de escravo, (...)a inserção e/ou a criação de programas de assistência sócio-financeira para os trabalhadores como forma de atenuar e absorver os impactos da substituição da colheita manual da cana. 
A questão agrária na região merece ser amplamente discutida. Muitos trabalhadores estavam na Praça São Salvador pressionados pelos patrões que diziam defender seu direitos e no dia seguinte trabalhadores rurais sem terra do acampamento 17 de Abril, próximo a Guandu, receberam a ordem de desocupação da área onde estão acampados,  uma estrada pública municipal em ação movida pela Usina Barcelos. A luta pela terra é complexa e será assunto de outro artigo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

Juiz determina que famílias de trabalhadores sem terra desocupem estrada pública municipal


Trabalhadores rurais sem terra do acampamento 17 de Abril, próximo à Guandu receberam com surpresa e indignação a ordem de desocupação da área onde estão acampados,  uma estrada pública municipal.


A luta dos trabalhadores é antiga em novembro de 2010 uma comissão procurou a Câmara em busca de ajuda para provar através de mapa que a área era pública, pois na ocasião o Juiz Paulo César Vilela havia determinado que deixassem a área. Os detalhes aqui.

Depois de provarem que a área era pública os trabalhadores permaneceram no acampamento até que foram surpreendidos hoje pela manhã com a presença de força policial para a realização de reintegração de posse pedida pela Usina Açucareira Barcelos que não é proprietária da área, conforme sentença definitiva de que as famílias não se encontravam na área da referida Usina, mas em área pública. Dessa vez as famílias sequer foram avisadas previamente e nem foi dado um prazo para desocupação.

A liminar foi expedida pelo juiz da 1ª Vara Federal de Campos Helder Fernandes Luciano.As famílias retiradas estão sendo levadas pela coordenação do movimento para a Fazenda Arroz Dourado, onde fica o acampamento Madre Crisitina, próximo a Seis Marias, em Campos.

As 42 famílias, sendo 50 crianças, foram retiradas de forma arbitrária, as plantações foram completamente destruídas com um trator. Os caminhões usados para transportar os móveis e material das barracas eram da Usina Barcelos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vereadora Odisséia se reúne com produtores rurais de Espírito Santinho

Na quinta-feira, 31/03 pela manhã, a Vereadora Odisséia Carvalho, visitou as localidades de Espírito Santinho e Santa Maria a pedido dos produtores rurais daquela região que sofrem pelo abandono das autoridades municipais locais.


A vereadora ouviu a reinvindicação dos produtores rurais, por intermédio do presidente da assossiação dos produtores, Sr. Sigmar, e informou que buscará o governo do estado para pedir providências.
No período da tarde, a Vereadora Odisséia, reuniu-se com representantes dos assentamentos Che Guevara e Iha Grande, juntamente com técnicos da Emater e da Secrearia Estadual de Agricultura, que estiveram na reunião atendendo à solicitação da Vereadora Odisséia ao Secretário Christino Áureo.
  

terça-feira, 29 de março de 2011

Odisséia encontra Christino Áureo para reivindicar investimentos para Baixada Campista

Reunião realizada no Gabinete do Secretário de Agricultura do Estado, Christino Áureo

A vereadora Odisséia, David Barbosa representando os assentamentos Che Guevara e Ilha Grande,Olavo e Rafael da Cooperativa de Assistência Técnica Cedro e a engenheira Ana Paula Paiva se reuniram hoje no Rio de Janeiro com o Secretário de Estado de Agricultura, Christino Áureo.

Na pauta as obras do Subsistema de Canais São Bento (na Baixada Campista) que estão sendo realizadas com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal) e a necessidade do aporte de mais 200 milhões para estender a dragagem a outros dois subsistemas, o Campos-Macaé e o do Vigário. Christino Áureo  disse que vai se empenhar junto ao Governo Federal e ao Governador Sérgio Cabral para que isso aconteça.

Na reunião também foi discutida a proposta de aproveitamento do sistema hídrico (lagoas rios e canais)para a implantação de um sistema de  irrigação na Baixada Campista  que antecipadamente atenderia os assentamentos Che Guevara  e Ilha Grande, parte disso utilizando  o canal São Bento.

Na próxima quinta-feira, dia 31, o grupo vai receber em Campos um  técnico da Secretaria de Estado de Agricultura para definir uma patrulha agrícola (retro-escavadeira, trator,etc) para atendimento nos assentamentos onde 132 famílias serão beneficiadas.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Curso de Serviço Social para assentados da reforma agrária


Estão abertas as incrições para curso de Serviço Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro para assentados da reforma agrária.

O link para a inscrições está na página da Escola de Serviço Social da universidade:
www.ess.ufrj.br

Os alunos terão estadia e alimentação custeado pelos recursos do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e uma bolsa fornecida pela UFRJ.

Ajudem a divulgar.
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